É comprovado que ter um gato, ou qualquer outro animal de estimação, reduz o estresse e também a pressão sanguínea. Claro que levar um bichano para casa é um momento muito emocionante, mas é fundamental tomar a decisão com cuidado. Escolher o gato adequado para o ambiente da casa, o estilo de vida e a família vai ajudar a garantir que tanto você quanto o animal tenham vidas saudáveis e felizes.
Considerando o estilo de vida
Lembre-se de que este é um investimento de longo prazo, pois os gatos vivem até 20 anos.
- Se adotar ou comprar um bichano, ele vai ficar em casa por muito mais tempo do que os próprios filhos. Por isso, é preciso se comprometer a ser “para sempre” o dono do animal.
- Verifique se é permitido ter animais em casa. Os gatos são escolhas excelentes para quem tem pouco espaço, tal como quem mora em apartamento. Entretanto, é preciso verificar as regras do condomínio ou prédio para ver se pode ou não ter um bichano.
- Não deixe o gato ter acesso à rua. Assim, o animal vai viver mais e terá uma vida mais saudável, pois terá menos chances de desenvolver doenças ou se machucar.
Você tem tempo suficiente para se dedicar ao bichano?
- Claro que os gatos não exigem tanta companhia quantos os cães, mas é importante levar isso em consideração. Se não tiver tempo para brincar, fornecer a ração necessária, dar atenção etc., talvez não seja o melhor momento.
- É preciso ter pelo menos 1 hora por dia para se dedicar ao gato. Dessa forma, ele vai se manter contente e saudável.
- Se optar por um animal de pêlos longos, será preciso penteá-lo todos os dias, e isso pode levar seu tempo. Pêlo curto precisa ser escovado igualmente, 1 x semana
- Converse com a ONG, criador, ou veterinário sobre seus compromissos diários. Eles podem recomendar ter 2 gatos, preferencialmente irmãos. Assim, os bichanos poderão fazer companhia um ao outro enquanto trabalha ou viaja no fim de semana.
- Os filhotes exigem mais compromisso, pois precisam ser treinados a usar a caixinha de areia, usar o arranhador e não o sofá etc.
- Examine o orçamento disponível, pois cuidar de um gato gasta dinheiro. Em um ano, a média pode variar de R$ 1,500 a R$ 3,000.
- Vai depender da idade e da raça do animal. Com o tempo, os cuidados veterinários podem aumentar.
- Os filhotes são mais caros, pois necessitam de vacinas, vermífugos e castração ou esterilização.
- Embora os gatos mesmos se banhem, é preciso um banho mesmo que esporadicamente. Em gatos prefira, dar o banho em casa, ou pet shop exclusiva para gatos. As raças com braquicefalia (os persas, por exemplo) precisam que o local ao redor dos olhos seja limpo com frequência para evitar infecções.
- Antes de se decidir, olhe os preços de ração e petiscos nas lojas da cidade. Dessa forma, terá uma ideia de quanto gastará por mês para alimentar o bichano.
- Considere o ambiente doméstico e faça a si mesmo algumas perguntas antes de adotar um gato.
- Já tem animais de estimação? Eles vão aceitar um gato?
- Tem filhos pequenos? Eles podem ser muito “brutos” e acabarem machucando o animal sem querer.
- Qual o nível de atividade da casa? Você é uma pessoa ativa? Ou prefere ficar jogado no sofá? Os filhotes tendem a ser muito ativos e exigirem supervisão constante. Já os gatos adultos são mais calmos, ainda que isso possa variar de raça para raça e de animal para animal.
- Leve em conta os problemas de saúde. Se você ou algum membro da família tiverem alergia ou outros problemas de saúde, pense em como um gato afetaria tudo isso.
- Milhões de pessoas são alérgicas à caspa, saliva, pele morta e urina de animais. Muitas vezes, considerar o comprimento dos pelos é importante.
- Um gatinho de pelos curtos geralmente é melhor, pois não vai exigir que você fique penteando com tanta frequência. Além disso, os pelos podem ser facilmente limpos com um aspirador ou uma vassoura.
- Já os animais de pelos médios e longos exigem sessões diárias de escovação.
- Algumas raças inclusive não têm pelo nenhum (e podem ser hipoalergênicas para algumas pessoas). Contudo, esses animais sentem muito frio, o que exige roupinhas e outras medidas. Além do mais, como não são peludos, algumas pessoas não gostam disso na hora de acariciá-los. E possuem um camada de gordura, que é sua proteção em vez dos pêlos.
- Considere a própria personalidade, pois a raça e a idade vão afetar o relacionamento entre o dono e o gato. Quer um gatinho que se sente em seu colo e faça companhia nos momentos de preguiça? Ou prefere um bichano que interaja e brinque mais?
- É preciso decidir o que espera do animal para poder escolher um que atenda a essas necessidades.
- Como as personalidades dos filhotes não estão totalmente desenvolvidas, fica difícil saber o comportamento que terão quando ficarem mais velhos.
- Faça uma pesquisa na internet para conhecer as características de cada raça, tais como fala, independência e inteligência. No entanto, não se esqueça de que os gatos são muito diferentes entre si.
- Pesquise as raças, pois há vantagens e desvantagens. Por exemplo, os siameses costumam miar o tempo todo, e os siberianos adoram ser pegos no colo. Caso determinada característica seja muito importante para você, considere comprar um gato de raça pura. Contudo, é fundamental saber que o animal em si pode não ter nenhum dos traços esperados.
- Também é importante saber que os gatos de raça pura sofrem de problemas específicos de saúde. Por exemplo, os persas tendem a apresentar problemas no coração e nos rins, já os Maine Coons costumam sofrer de problemas nos quadris e também doenças cardíacas. Certifique-se que o criador realiza todos os exames em seu plantel.
=== Procurando por um gato ===
Visite um abrigo ou uma ONG na cidade onde mora, pois geralmente há muitos gatinhos à espera de um lar amoroso. Nos EUA, por exemplo, de 6 a 8 milhões de animais estão em abrigos, mas apenas metade acabam sendo adotados.
Hoje em dia, quase todas as cidades têm um abrigo de animais.
Os gatinhos adotados geralmente têm o custo de castração e vacinas.
Se comprar um bichano de um criador, o valor será maior, mas irá receber um gatinho totalmente vacinado, onde os pais são testados para diversas doenças. o nível de garantia e apoio é outro. Dependerão os valores da raça e do criador.
Se quiser um animal de raça pura, pesquise os criadores e desconfie de valores muito baixos. Valores altos também não são sinonimo de estar optando pelo melhor criador, pelo melhor gatinho.
Converse com os funcionários da ONG e com o Criador, pois conhecem a história do gato e também quaisquer problemas comportamentais ou de saúde que o bichano possa ter.
Entre em contato com um criador. Primeiro, pesquise a reputação da pessoa. Se puder, visite o local e avalie as condições nas quais os animais estão sendo criados. Ninguém quer contribuir com uma pessoa que esteja maltratando os bichanos, não é? Caso note qualquer coisa estranha no lugar ou na conversa do criador, não compre um animal dele. Se o criador não aceitar visitas, o que cada dia é o mais normal, devido á segurança que os dias de hoje obrigam, E mesmo para proteger os animais do gatil de qualquer possível doença que uma visita possa estar sem querer a introduzir dentro do gatil. Solicite neste caso uma video chamada.
Observe sinais de abuso, tais como pelos por todo o ambiente, cheiro forte, animais machucados ou garras grandes demais. Os gatinhos devem estar saudáveis e felizes. Mas desconfie de um ambiente totalmente sem pelo igualmente. Com diversos animis em casa, tem que existir pelo.
Se estiver de olho em um determinado animal, pergunte sobre ele. Exige cuidados especiais? Tem tendência a certos problemas de saúde ou comportamentais? O criador deve ter conhecimentos e ser honesto com você.
Outra dica é ver se o gato convive bem com pessoas ou outros animais. Mas igualmente, pode ser um gato tímido que vai precisar do seu tempo para se habituar á nova familia.
Se os preços forem baixos demais, abra os olhos. Uma raça que normalmente custe milhares de reais sendo vendida muito barato é sinal de que o animal tem algum problema. Ou o criador apenas é um explorador de animais. Criadores sérios e responsáveis com seus animais, gastam dinheiro, e todos sabemos os valores de quanto custa manter um animal.
No entanto, preço alto não é sinal de qualidade.
Pesquise! Fique de olho no Facebook, instagram, pois filhotinhos são postados com bastante frequência. No entanto, saiba que há riscos nesse procedimento.
A pessoa pode não saber nada sobre o temperamento, o histórico ou a raça do animal. A dica é pedir quaisquer históricos médicos possíveis.
Se o gato estiver sendo vendido, vai ser complicado reaver a quantia caso descubra que o animal é diferente do prometido.
Sempre pergunte de onde os filhotinhos vêm. Os gatos podem estar vindo de locais onde as condições não sejam éticas nem adequadas. Antes de comprar, faça uma pesquisa sobre o criador. Ele deve conhecer bem a raça, avisá-lo sobre quaisquer problemas comportamentais ou de saúde e também ter conhecimentos sobre o histórico familiar do animal. Os gatos de raça pura também devem ter uma documentação verificada por um veterinário, como um certificado de saúde, por exemplo.
Encontrou um gato na rua… O gato tem dono? Às vezes, ele simplesmente fugiu de casa. Avise nas redes sociais ou cole avisos nos postes do bairro descrevendo o bichano. Além disso, ligue para os abrigos municipais para ver se alguém está procurando o animal.
Não se esqueça de que o gato pode ter problemas comportamentais. Viver na rua é complicado, e o bichano pode ter dificuldades para se acostumar ao ambiente da casa, principalmente se já tiver outros animais de estimação.
A primeira coisa é levar o animal ao veterinário, pois os gatos podem carregar doenças e infecções. Por isso, antes de viver com o bichano, é preciso ver se está saudável.